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25/11/2016Redações vencedoras do Concurso de Redação

1º lugar - A Realidade da Arte - Igor Dourado Bastos - 9ª ano A – EF

Realidade. O conceito de realidade sempre foi discutido por todos que nela convivem. Em uma rápida interpretação, a realidade é tudo aquilo que vemos, que sentimentos e vivemos, onde nascemos e percorremos um longo trajeto até a sua conclusão, que teoricamente, é a morte.
Nunca sabemos como é a vida diante de outra perspectiva, que não seja a nossa, é claro. Porém tentamos imaginar, algumas vezes.
Às vezes pensamos em como seria, se vivêssemos em outra realidade, em outra vida. Se somos pobres, às vezes pensamos em como seria ser rico ou milionário, e muitos de nós gostariam de viver nessa realidade, mesmo que fosse por uma noite, mas nem sempre voltamos para nossa realidade, que é a vida que temos, o nosso dia-a-dia em si.
Porém existem pessoas que não apenas imaginam como é ter uma vida melhor, mas tentam a qualquer custo, ter essa tal vida, sonham com ela e correm atrás desse sonho. São essas as pessoas boas, que não tentam passar por cima das outras para ter sua boa realidade, porém também existem aquelas que além de não gostarem da realidade em que vivem, tentam apenas terminar com ela, a qualquer custo.
Todos têm uma realidade, uma vida diferente, sendo ela boa ou ruim, e com a imaginação, com os sonhos, ou até mesmo com o ódio, geramos uma nova realidade, a nossa realidade psicológica, ou secundária. Normalmente ela é boa, ou pelo menos melhor do que a que vivemos, no nosso ponto de vista é claro. É nessa realidade que podemos fazer algo que dificilmente conseguiríamos fazer na nossa verdadeira realidade, que é incorporá-la em uma forma alternativa para as outras pessoas sentirem como nossa realidade aquela que criamos a que sonhamos. Por isso a vida nunca basta, o que basta é a nossa vida, a Arte.

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2º lugar - Relações Contemporâneas - Beatriz M. Campolim - 2ª série A – EM

As relações que temos atualmente são resultados de comportamentos que nossos ancestrais tiveram no passado, ao longo do processo evolutivo. A monogamia, por exemplo, veio com o sedentarismo quando foi decidido que para que o herdeiro das terras fosse legítimo, a mulher só se relacionasse com seu esposo. Logo, todas as visões que temos sobre amor e relacionamentos humanos já foram “moldadas” para nós.
Existem expectativas que nos foram impostas, maneiras como as pessoas devem se portar e como nossas relações devem funcionar. Pessoas procuram por esse modelo ideal de relacionamento que muitas vezes é superficial, é um símbolo de “status”. Julgamos as pessoas por perfis em aplicativos, por exemplo.
Os seres humanos estão em constante mudança, e quando nos prendemos a um padrão inalcançável, nos decepcionamos. A personagem ‘Pombinha”, de O Cortiço é um exemplo da inconstância do ser humano. Na história, ela começa como uma menina “pura” e acaba como prostituta.
O amor por fim se trata de algo pessoal e subjetivo, não há formula e seguir um padrão é inútil.

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3º lugar - Libertador - Bruna Duarte - 2ª série A - EM

Não são todos, mas a maioria. É visível e notável a clemência pelo amar nos dias atuais, principalmente entre os jovens. Talvez estes não admitam, mas há, sem dúvidas, um tratamento especial em relação ao amor. De fato, um tratamento um tanto quanto debilitado.
Há um vazio. Entre diversos espaços preenchidos por conceitos e certezas – como a de que há necessidade de exalar a verdadeira essência e não o que é imposto como essência ideal – há um vazio. Tão grande este, que grita e implora para ser preenchido. Sentimento que leva tais certezas a serem contrariadas. Mudam quem devem ser, quem são, para cumprir as exigências do primeiro algo (alguém) disposto a suprir tal carência.
Procuram o amor infinitamente, mas sem o conhecer. Como realmente encontrar algo sem saber como aparenta? Buscam-no como única e suprema condição para atingir a realização pessoal.
A ideia de realização pessoal é baseada em um êxito atingido com as pessoalidades. Tão pessoais e íntimas estas, que devem ser descobertas e aceitas. Assim como esta essência, o amor não pode ser freneticamente buscado. Acanhado, se esconde. Este deve ser, juntamente com a essência pessoal, descoberto. Depois de desvendado, ele faz todo o trabalho: o verdadeiro amor encontra o vazio – não é encontrado –, desaprisionando tudo que está contido.